Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

13
Mai 15

 

Cabe hoje a vez ao João Fonseca, do 10.º VA, que também prolongou o conto de Vergílio Ferreira com um parágrafo da sua autoria.

 

O sol baixara um pouco e estendia agora uma estrada de lume pelas águas. Um barco à vela atravessou-a e um momento foi como se as chamas o envolvessem. O rapaz calou-se e a rapariga não sabia que perguntar. Ou tinha várias perguntas, mas não sabia qual estaria certa.

A rapariga mostrava um ar sereno e calmo, no entanto estava atarefada a procurar a pergunta certa para fazer ao rapaz. O seu cabelo louro delineava os traços da face, contrastando com a pele morena, queimada pelo sol. Os olhos negros pareciam muito atentos ao horizonte, mas ela estava a pensar em tudo menos no horizonte. O nariz e os lábios perfeitos não se moviam, até que bebeu um pouco do refresco. O vestido branco batia-lhe nos joelhos, com as alças a descansarem nos ombros e a mostrarem os braços morenos. Era um perfeito vestido de verão. Apesar de a sua face mostrar serenidade, as pernas diziam o contrário; tremiam e, por consequência, o pé batia na mesa, levemente. Algo a fazia nervosa. Nos poucos momentos em que o vento atingia aquele local, o vestido balançava, mas a rapariga permanecia firme na sua posição. Nesse momento, a sua mão segurava a cabeça cheia de especulações.

– Sempre fazes exame em Outubro? – disse ela por fim.

publicado por escoladeescritores às 10:41

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