Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

09
Nov 16

 

Prosseguindo com a publicação de textos de reflexão sobre a verdade, damos hoje a palavra ao João Almeida, do 12.º VB, que defende a sua importância para a edificação de um mundo melhor.

 

A questão da importância da verdade existe desde que o próprio conceito surgiu. Desde então, muitos se questionam acerca do papel desta na sociedade, na ciência, nas questões políticas e emocionais. Na minha opinião, a verdade não é apenas importante mas sim essencial à vida, tal como irei argumentar de seguida.

Em primeiro lugar, deve salientar-se que a omissão da verdade pode pôr em risco a saúde do homem, e são várias as situações em que este erro levou a consequências bastante graves. Vejamos, por exemplo, a utilização do chumbo em diversos materiais, como recipientes e gasolina. Durante anos, por questões económicas, achou-se por bem esconder o facto de o chumbo ser extremamente prejudicial à saúde, de modo a garantir que as empresas relacionadas com este componente continuariam a ter lucro, o que levou à morte de crianças e adultos.

Para além disso, está provado que esconder a verdade às crianças prejudica o seu desenvolvimento, pois estas são capazes de detetar comportamentos contraditórios, devido a uma elevada inteligência emocional, e, por isso, conseguem detetar a verdade. Assim, por exemplo, se os pais mentirem acerca da morte de um familiar, esta mentira fará com que a criança deixe de confiar nas pessoas à sua volta e que, com o seu desenvolvimento, se torne numa pessoa com dificuldades de inserção na sociedade.

Em suma, uma sociedade em que a verdade não esteja presente é uma sociedade ilusória. Sem este princípio, toda a interação entre pessoas se desvanece e passa a ser cada um por si, a confiança acaba e, por conseguinte, acaba também a própria democracia, que é garantida pela existência da mesma entre o povo e os seus governantes. Sem verdade, não há civilização.

 

João Almeida

publicado por escoladeescritores às 12:08

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