Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

09
Fev 11

 

Publica­‑se hoje a segunda parte do texto da Maria Inês Leal Lopes, do 7.º B, narrando uma viagem imaginária ao Egipto do tempo dos Faraós. A conclusão fica guardada para a próxima entrada no blogue. Continuação de boa viagem.

 

De seguida, o Faraó foi-nos mostrar as obras que estava a fazer no seu país. Saímos do palácio e reparei que todos os egípcios, quando se cruzavam com ele, beijavam a terra, mostrando assim respeito e temor perante aquele que os comandava e de quem esperavam obter graças.

Reparei que o Faraó não aparecia em público de cabeça descoberta e mostrava sempre uma imagem de força, beleza e dignidade. Enquanto saíamos do palácio, Quéops disse que tinha poderes, e aí fiquei assustada! Disse ele que tem que defender e proteger os Egípcios, contra os perigos, como as invasões, a seca ou a fome, além de também preservar a ordem e a justiça. Enquanto ele ia falando, eu ficava cada vez mais deslumbrada com aquele mundo, um mundo de contos de fadas, que nunca pensara encontrar.

Uma das obras que fomos ver foi a construção de uma pirâmide. É uma visão difícil de descrever, trabalhavam naquela obra milhares de escravos que, com um esforço enorme, tentavam arrastar umas pedras enormes, a pesarem toneladas. O meu amigo Nemias disse-me, baixinho, que às vezes uma daquelas pedras escorrega e mata centenas de pessoas; fiquei assustada, mas enchi-me de coragem e perguntei ao Faraó o porquê daquilo tudo, do esforço de tanta gente e o porquê das formas triangulares da obra. Respondeu ele:

— Sabes, menina, isto que estás a ver vai ser o meu túmulo, junto à minha múmia vai ser colocado o meu mobiliário, as minhas roupas e os meus objectos preciosos. Estas escadarias de formas triangulares são para eu subir e atingir o céu, para me juntar ao meu pai, Rá, que é o Deus Sol. As arestas da pirâmide simbolizam os raios solares.

Foi aí que eu fiquei a saber que os egípcios acreditavam na vida além­‑túmulo. Eles, para evitar a destruição do corpo, o que significava a morte da alma, embalsamavam­‑no.

Depois de visitarmos várias obras em construção, fomos visitar o templo, o local sagrado: o templo não era um edifício qualquer, era a «casa» do Deus, era um local muito secreto, onde não devia entrar nenhum mal. Por isso, só o rei e os sacerdotes podiam rezar e fazer oferendas. Neste local, fiquei a saber que os egípcios eram um povo muito religioso e veneravam centenas de deuses, os quais acreditavam terem criado o mundo e governado o Egipto no início dos tempos.

Eles tinham uns rituais religiosos muito esquisitos, e os sacerdotes ofereciam diariamente comida e bebida à estátua do deus. Essa estátua nunca era vista pelo povo, ofereciam as suas coisas no exterior e esperavam obter as graças do deus e as suas atenções.

Ao chegar ao palácio, o Faraó despediu-se amavelmente de mim e do Nemias, porque ia ter uma reunião muito importante com os chefes militares, e nós aproveitamos para ir conhecer melhor esta terra cheia de magia e de lendas.

 

[continua]

publicado por escoladeescritores às 10:42

comentário:
Muito bem Inês. Gostei muito :)
Joana Santos a 11 de Fevereiro de 2011 às 20:03

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