Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

19
Jan 11

 

Continuamos hoje a publicar o poema A Cinderela do Mal, do Carlos Carvalho, do 11.º B, que prosseguirá ainda em próximas entradas.

 

O príncipe então seguiu

Após a resposta de Cinderela,

Embora o que queria mesmo

Era estar junto dela.

 

Cinderela, alucinada,

Correu para o seu covil

E deu gargalhadas de malícia

Enquanto vestia a sua roupa mais dócil.

 

Fez um feitiço grego,

De imenso poder,

Que lhe colocou à frente

Tudo o que queria ter.

 

Dois cavalos negros de olhos flamejantes

E uma carruagem de ferro incandescente,

A carruagem do Diabo

Seria provavelmente.

 

Seguiu então para o palácio,

Que era feito de cristal,

Que havia sido feito com bondade

E seria demolido com o mal.

 

A bruxa repugnante

A que chamo Cinderela

Tinha esse plano em mente:

Acabar com tudo que a fazia menos bela.

 

Ao chegar ao palácio,

Teve uma ofegante recepção,

Que provocou, além de terramotos,

Uma grande excitação.

 

Ao príncipe fora anunciado

Que houvera tal chegada,

E foi imediatamente a correr

Para os braços da sua amada.

 

O baile foi dado como começado

Com chegada de tal figura,

Que tinha pele macia e fofa,

Mas coração de pedra dura.

 

O príncipe dançou feliz,

Nunca havia estado tão animado.

Por fim, disse a Cinderela

Que queria viver a seu lado.

 

Cinderela, não hesitante,

Disse que sim, radiante,

Pensando para si mesma:

«É desta que faço dele uma estante.»

 

[continua]

publicado por escoladeescritores às 11:09

Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
15

16
17
18
20
22

23
24
25
27
28
29

30
31


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

2 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO