Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

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Nov 10

 

A nossa revisitação da poesia medieval vai agora incidir (de novo, porque já o havíamos feito no ano passado) na sátira, ou seja, nas cantigas de escárnio e de maldizer. Para darmos o mote e, desse modo, anteciparmos os textos produzidos por alunos da nossa escola, aqui apresentamos hoje uma composição de Martim Soares (incluída no Cancioneiro da Biblioteca Nacional com o número 1366 e no da Vaticana com o número 974), em que são parodiadas as fracas qualidades do jogral Lopo, que recebeu «três couces na garganta» por cantar tão mal.

 

Foi um dia Lopo jograr

a cas d’un infançom cantar

e mandou-lh’ele por dom dar

tres couces na garganta;

e foi-lh’escass’a meu cuidar,

        segundo com’ele canta.

 

Escasso foi o infançom

em seus couces partir entom,

ca nom deu a Lop[o] entom

mais de tres na garganta;

e mais merece o jograrom,

        segundo com’ele canta.

publicado por escoladeescritores às 10:59

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