Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

20
Mai 14

 

Publicado em 1923, num volume intitulado Teatro, da responsabilidade editorial da Renascença Portuguesa, que incluía ainda O Gebo e a Sombra e O Rei Imaginário, o texto dramático O Doido e a Morte, de Raul Brandão, foi recentemente estudado pelos alunos de Literatura Portuguesa do 11.º VD. No âmbito desse trabalho, foi-lhes pedido que construíssem cenários para a encenação da obra brandoniana, levando em conta as diversas didascálias espalhadas ao longo do texto. Assumindo a profunda relação que a escrita tem com outras disciplinas artísticas, alguns alunos construíram maquetas do cenário proposto, as quais serão aqui dadas a conhecer.

O trabalho de hoje é da Telma Barros, que utilizou cartolina, esferovite, palitos e cola branca, tendo depois fotocopiado as imagens e construído o cenário por meio de colagens. A par da maqueta, construiu ainda um cartaz (em cima), para apresentar de modo mais claro os diversos elementos do cenário e explicitar o seu significado.

 

 

publicado por escoladeescritores às 12:21

02
Mai 14

 

O texto de hoje é assinado pela Sílvia Leal, do 11.º VD, e apresenta uma nova possibilidade de diálogo entre Teresa e Mariana, apaixonadas por Simão, o herói do romance camiliano Amor de Perdição. Apenas as frases de partida e de chegada (os nossos habituais leitores já o sabem) são da responsabilidade do autor oitocentista; entre elas, expandem-se a escrita e a imaginação de uma aluna de Literatura Portuguesa.

 

A voz de Mariana tremia, quando D. Teresa lhe perguntou quem era.

Vim trazer-lhe esta carta de...

– Simão? É do Simão? – perguntou Teresa.

– Sim, é – respondeu Mariana muito secamente, mudando totalmente a sua expressão.

Teresa, apercebendo-se da reacção de Mariana, perguntou:

– Então... A menina Mariana conhece Simão há muito tempo? Julgo que ele tem bastante confiança em si, visto que lhe pediu que me trouxesse a carta...

– Conheço há tempo suficiente para me aperceber da pessoa...

Hesitante, Mariana não terminou o que ia dizer, levando Teresa a perguntar:

– Da pessoa?...

– Nada, minha menina – disse Mariana, muito atrapalhada. – Talvez seja melhor ir andando, a carta está entregue.

– Por favor, termine o que ia dizer!

– Se a menina assim o quer...

– Sim, continue, por favor.

– Bom, então o que eu ia dizer é que já o conheço há tempo suficiente para me aperceber da pessoa maravilhosa que ele é, para saber como me sinto quando estou perto dele, mas...

– Mas o quê? – perguntou Teresa com os olhos cheios de lágrimas.

– Mas é inútil! Ele não me ama a mim! – disse Mariana.

Teresa não sabia o que dizer, apenas se limitou a olhar para Mariana.

– Adeus, menina – disse esta, quando a filha de Tadeu de Albuquerque se preparava para sair da grade sem despregar os seus olhos do chão.

Saiu Teresa, e Joaquina entrou na grade.

publicado por escoladeescritores às 10:14

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