Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

28
Jan 14

 

Publicamos hoje o primeiro dos contos elaborados por alunos do 7.º VD, na sequência do estudo de pequenas narrativas de cariz tradicional na aula de Português. As autoras do texto que se segue são a Beatriz Barros e a Inês Bastos. Esperamos que os nossos leitores apreciem este exercício de imaginação e boa escrita.

 

O Faraó, o Príncipe e a Camponesa

 

Há muito tempo, havia um Faraó que tinha um filho. O filho era aventureiro e fazia de tudo para fugir dos pais e escapar às suas obrigações.

Um dia, numa das suas aventuras, encontrou uma camponesa a lavar roupa no rio. Quando a viu, ficou imediatamente apaixonado e disfarçou-se para poder falar com ela. Quando o Faraó descobriu, ficou furioso e tentou lançar-lhe uma maldição:

­– Vou transformar o príncipe e a camponesa em pedra e mandá-los para o lado oposto do mundo.

Para defender a sua amada, o príncipe teve de lutar com o Faraó, seu pai. Empurrou-o para dentro do poço e este ficou inconsciente. Apareceu-lhe então um espírito.

– Quem és tu, porque estás aqui? – perguntou o Faraó.

– Eu sou o espirito do Bem, que te vai mostrar o outro lado daquilo que te atormenta!

De repente, o Faraó viu à sua volta imagens dos momentos felizes do príncipe e da camponesa.

– Como podes ver nestas imagens, o príncipe e a camponesa estão felizes.

Nesse momento, o Faraó acordou e gritou por ajuda.

O príncipe ouviu os gritos do pai e atirou-lhe uma corda para dentro do poço. Com a ajuda dos criados, retiraram o Faraó combalido.

Choroso, virou-se para o filho e disse:

– Filho, quereis mesmo casar com essa mulher?

– Sim, pai, mais que tudo!

– Então, podeis fazê-lo!

O príncipe e a camponesa estavam tão felizes que não perderam tempo a organizar a festa de casamento.

O Faraó aprendeu assim a valorizar a felicidade dos outros.

publicado por escoladeescritores às 09:55

24
Jan 14

 

No âmbito do estudo do conto tradicional nas aulas de Português, foi solicitado aos alunos do 7.º VD que seguissem a sua estrutura de composição e produzissem um texto exemplificativo desse género literário. Nas próximas entradas deste blogue, publicaremos alguns dos contos elaborados no decurso dessa oficina de escrita, os quais, como não poderia deixar de acontecer, reflectem a imaginativa apropriação desta tipologia textual por parte dos alunos. Hoje, para introduzir o tema, apresentamos uma pequena narrativa de proveniência oral, devidamente registada por Teófilo Braga no volume Contos Tradicionais do Povo Português. Boa leitura.

 

O que faz mal a si mesmo por fazê-lo a outrem

 

Houve um rei antigamente neste mundo que, sabendo de dous vassalos seus, que eram grandes inimigos entre si, mandou chamar o mais apaixonado, e disse-lhe:

– Quero-vos fazer uma mercê, e há-de ser a que vós me pedirdes; com advertência que a hei-de fazer dobrada a fulano, de quem sei sois grande inimigo.

Beijou a mão ao rei pelo favor, e pediu logo por mercê que lhe mandasse arrancar um olho; porque assim seria obrigado a arrancar dous ao outro, para que ficasse cego, ainda que ele ficasse torto. E bem cego estava quando procurava dano alheio sem proveito próprio.

publicado por escoladeescritores às 11:15

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