Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

18
Abr 13

 

O trabalho que hoje apresentamos insere-se numa actividade de escrita criativa realizada na aula de português do 8.º B. A sua autora é a Carina Seabra, que se ocupou de três estações do ano e deixou uma propositadamente de fora. Esperemos que gostem.

 

Primavera

 

Deito-me no silêncio do campo e sou quem eu quiser ser. Fantasio com sonhos e esperanças e é como se usasse uma máscara para esconder quem realmente sou, o meu eu verdadeiro.

Deitada sobre o relvado puro, olho a árvore florida e sinto o vento embalar-me e cheira à Primavera.

O campo já está recheado de flores, rosas, margaridas, girassóis e papoilas. Oh! As papoilas, que bonitas! Vermelhas e amarelas, soltam as pétalas para que esvoacem ao sabor do vento, por entre os meus sonhos, e depois voltam a cair na relva verde para se refrescarem com o orvalho matinal.

 

Verão

 

Olho o céu alaranjado, depois baixo o olhar sobre o Douro, que esbelto… E enquanto o vento me balança, no cadeirão antigo, como se fosse uma onda que o mar embala, o sol cintila ao som da sonata de verão e cai no horizonte, deixando o seu último raio de luz… até que, por fim, desaparece.

E a espuma das ondas que o mar embalou ou o vento que me balançou no cadeirão antigo, eles também vão desaparecendo ao juntarem-se ao sol, e eu fico sozinha, mergulhada em pensamentos e em sonhos, que se tornaram desilusões, até que os sorrisos se esgotem, as lágrimas sequem, os olhos deixem de brilhar e, um dia, acabe eu também por desaparecer.

 

Outono

 

O Outono chegou e por onde passou tingiu as folhas de vermelho, amarelo e castanho, deixou apenas algumas verdes, poucas… as sortudas!

Preparando as árvores para a chegada do Inverno, o Outono despiu-as. Porém, algumas já habituadas permanecem sempre vestidas, enquanto as outras vão ficando nuas, ao relento, sentindo cada fenómeno atmosférico, desde as chuvas macias, que gostam de cair levemente, às mais torrenciais. Mesmo assim, elas nunca se queixam…

publicado por escoladeescritores às 15:56

02
Abr 13

 

Concluimos hoje a publicação de textos de contracapa para uma hipotética edição actual da Crónica de D. João I. O trabalho com que se encerra esta série é assinado pela Diana Sofia F. C. da Silva, aluna de Literatura Portuguesa do 10.º D.

 

Fernão Lopes, como historiador e defensor da «clara certidom da verdade, remete-nos para um tempo de profunda agitação política, entre finais do século XIV e inícios do século XV, em que o povo português temia ser governado por um rei castelhano.

Por entre inúmeros acontecimentos, e graças à lealdade do povo ao Mestre de Avis, este consegue derrotar o Conde de Andeiro, que trazia o perigo castelhano, acabando por ser aclamado rei pelos portugueses.

Nesta crónica, é visível a força portuguesa, ao enfrentar as adversidades, e a sabedoria de D. João I.

Esta obra permite também evidenciar as características literárias de Fernão Lopes, pois, embora em crónicas anteriores os autores se tenham mostrado parciais, é-nos apresentada agora uma narração rigorosa de acontecimentos que se mostraram relevantes para a História de Portugal.

publicado por escoladeescritores às 18:15

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