Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

15
Jun 11

 

A Ana Cruz e a Magali Pacheco, do 11.º F, também são autoras de um poema construído a partir da obra cesariana. É esse trabalho, estruturado em quatro quintilhas (estrofes de cinco versos) e elaborado no âmbito de uma oficina de escrita da disciplina de Português, que hoje aqui apresentamos. Boa leitura.

 

Batiam as dez badaladas, no relógio

da torre da igreja em frente.

Tocavam os sinos com fervor,

e assim entrava na nossa mente:

Cristo ressuscitou finalmente!

 

As crianças, numa diversão prazenteira,

aguardavam a chegada do compasso

junto da grande amendoeira

Que a avó, ciosa do espaço,

tinha preservado no terraço.

 

O semblante da avó Maria

enchia-se de gosto ao ver

os seus netos, com a giga na mão,

colocarem, belas e grandiosas,

muitas flores no chão.

 

A mesa estava posta,

pão-de-ló, vinho e amêndoas

pairavam sobre ela;

assim festejava a Páscoa

uma família de Vilela!

 

[Em cima: Natureza Morta com Melão (1872), de Claude Monet.]

publicado por escoladeescritores às 10:57

09
Jun 11

 

No âmbito de uma oficina de escrita desenvolvida na disciplina de Português, versando a poesia de Cesário Verde, os alunos do 11.º F construíram poemas a partir do léxico recorrente na obra deste escritor fundamental do nosso século XIX. Publicamos hoje o texto da autoria da Teresa Ferreira e da Sílvia Moreira.

 

Prazenteira senhora,

de giga na mão,

tocada pelo vento

no seu coração.

Ao longe, um sujeito túmido,

marmóreo, ignóbil, frenético até,

percorre a rua macadamizada

sempre a pé.

Nesta vida,

há rosários de olhos,

e histórias e lendas

ouvem-se aos molhos.

 

[Em cima: Boulevard Monmartre (1897), de Camille Pissarro.]

publicado por escoladeescritores às 16:26

01
Jun 11

 

Às vezes, a vontade de escrever parece mais forte do que a possibilidade de o fazer, ou porque as palavras se escapam, ou porque os temas se diluem. A persistência, em todo o caso, é fundamental, como muito bem nos lembra o poema da Deolinda Matos, do 10.º D, que reflecte precisamente sobre o processo de construção literária. Leiam e pratiquem.  

 

Queria escrever um poema!  

 

Ando à procura de temas,

vejo e  revejo,

mas não tenho ideias;

dou voltas ao corpo,

talvez encontre algo

cativante em mim

e tenha imaginação,

mas ela não surge!  

 

Por acaso, dou por mim

a escrever um poema,

um poema sem sentido,

um poema sem rumo,

um poema que está a ser vivido,

para poder demonstrar

o que eu queria escrever num poema!  

 

E, sem saber o que rabiscar

num poema,

diante de mim estava a escrever…

Um poema!  

 

[Em cima: Young Girl Writing at Her Desk with Birds, de Henriette Browne.]

publicado por escoladeescritores às 10:55

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