Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

03
Fev 11

 

Ainda que este blogue não faça concessões à actualidade e aos temas considerados mais relevantes num dado momento, não deixa de ser curiosa esta coincidência: vamos dar início à publicação de um texto da Maria Inês Leal Lopes, do 7.º B, que narra uma viagem imaginária ao Egipto da época dos Faraós, e fazemo­‑lo hoje, quando os cidadãos egípcios estão na rua a lutar por direitos tão fundamentais como a liberdade. O texto da Maria Inês, elaborado a partir de uma proposta de Sandra Costa, professora de História da referida turma, adquire, por isso, uma acrescida relevância. Boa leitura.

 

Esta noite, sonhei que tinha viajado até à época do Faraó Quéops.

Sonhei que estava num jardim a passear e vi um tapete, muito bonito e exótico, estendido no chão; sentei-me nele e, quando dei conta, estava à minha frente um senhor baixinho com uma espécie de toalha a envolver a cabeça, com um bigode fininho, de tronco nu, com uma cara simpática, que disse:

– Olá menina! Chamo-me Nemias, bem-vinda a bordo! És então tu que queres conhecer o Egipto no tempo dos faraós?

– É impossível, não se pode viajar no tempo! – disse eu.

– Claro que se pode, o meu tapete é mágico.

Antes de eu conseguir responder, o tapete levantou voo e lá estávamos nós a voar pelo céu fora. A certa altura entrámos numa nuvem e… Milagre! Estávamos no antigo Egipto, no ano de 2550 a.C..

O Nemias era uma pessoa muito conhecida e importante desse tempo. Levou­‑me à presença do Faraó Quéops (mais tarde, fiquei a saber que era o segundo Faraó da IV dinastia egípcia. Entrámos no palácio, que tinha uma beleza inexplicável: salões amplos, muito bem decorados e pintados, jarrões magníficos com pinturas lindíssimas, tudo muito limpo e, claro, escravos, muitos escravos espalhados por todo o palácio.

Depois de passarmos por vários guerreiros, chegámos à presença do Faraó Quéops. Este era uma pessoa muito acessível e muito simpática, apesar do seu estatuto.  

Foi-me apresentado o Faraó, e, como ele devia ter visto a minha cara assustada, falou muito comigo, fomos visitar o seu palácio e conversamos muito sobre os seus planos, as suas ideias e o seu reino.

Como ele se apercebeu de que eu não sabia muito bem que autoridade estava na minha frente, explicou­‑me rapidamente o que era naquele tempo um Faraó; disse que era o título atribuído aos reis (com estatuto de deuses) e que ele reinava como chefe único de todo o Egipto: é rei e deus ao mesmo tempo, ou seja, é guia e protege o seu povo, é chefe religioso, militar e político.

Todos os egípcios vêem o Faraó como filho de Rá, deus do Sol. Foi ele o escolhido pela divindade para reinar na Terra.

 

[continua]

publicado por escoladeescritores às 12:40

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