Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

21
Jan 11

 

Editamos hoje a terceira parte do poema do Carlos Carvalho, do 11.º B, intitulado A Cinderela do Mal, que nos apresenta uma nova e original versão desta célebre figura das histórias tradicionais.

 

Todo o povo temia

O que iria acontecer,

Pois tão ingénuo príncipe

Nunca o iria reconhecer.

 

Nunca veria nela

Aquele ser diabólico encarnado

Que iria fazer da Terra

Um lugar inabitado.

 

O conselheiro falou com o príncipe,

Mas indo já em vão,

Pois o príncipe havia decidido

Casar naquele dia, antes da escuridão.

 

Todo o povo desesperado

Tentou a malvada impedir,

Sendo morto ou desmembrado

Como o «freguês» preferir.

 

O príncipe ainda não se havia apercebido,

Mas estava prestes a acordar

Daquele coma profundo

A que chamamos sonhar.

 

Após uns meses de casamento

O príncipe se apercebeu

De que tudo que havia de belo

No reino desapareceu.

 

Em oposto ao sucedido,

Cinderela estava radiante,

Cada vez mais bela,

Cada vez mais importante.

 

O que era mais de estranhar

É que ninguém aparecia

Ninguém se vinha queixar

Do que desaparecia.

 

O príncipe fora à biblioteca

Ver registos antepassados,

Ver se tinham acontecido

Eventos relacionados.

 

Houvera dois casos,

 O dele e o de seu avô,

Que se casara com uma bruxa

Que dele fazia totó.

 

O príncipe pensou

E, após uma breve reflexão,

Confrontou Cinderela

Com tal situação.

 

[continua]

publicado por escoladeescritores às 10:54

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