Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

26
Mai 10

[Le Baiser de l’Hôtel de Ville, Paris (1950), fotografia de Robert Doisneau]

 

Elaborado na oficina de escrita da disciplina de Português, o poema de hoje é da autoria da Ana Neto e da Elisabete Silva, do 10.º E.

 

                                             Nada mais que um dia

                                             Amanhece no meu coração

Hoje o sol reflecte a nossa eMoção

                                   Deixa O dia, deixa a noite

                                       OutRas horas vamos convocar

                                        UsAr o tempo a nosso favor

                                          ADormeço em mim

         Nada mais que uma nOite

           A acordar para a noSsa união

publicado por escoladeescritores às 11:31

19
Mai 10

 

Na sequência do estudo da poesia de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos, a aluna Armanda Dias, do 12.º E, escreveu o texto que hoje publicamos.

 

Vivo entre o querer e o ter.

Entre o sonhar e o concretizar.

Vivo entre o mundo do sonho e da realidade.

Vivo no contraste entre o céu e o inferno.

Vivo na terra do nunca e sonho habitar a terra do sempre.

Percorro o mundo dos sonhos, com os pés no mundo da realidade. Caminho devagar entre espelhos partidos, como se cada um representasse um desejo abandonado.

Vagueio só no meio da gente.

Sonho acordada e vivo sonhando.

Ouço no silêncio as palavras mais acertadas.

Mergulho nos segredos mais profundos.

Ganho força em cada lágrima.

Sou fraca e forte.

Sou menina e mulher.

Sou pequena nos bons momentos e grande nos mais difíceis.

Sou como uma caixinha de surpresas sem fundo, com emoções e características tão contrastantes que se conjugam numa única personalidade confusa, mas cheia de sentimentos.

Tenho na palma da mão todos os sonhos. No rosto levo o sorriso infantil de quem acredita poder deixar o mundo um pouco melhor e nos olhos o brilho de quem espera muito do futuro.

publicado por escoladeescritores às 11:28

12
Mai 10

 

 

Na disciplina de Literatura Portuguesa – e, mais concretamente, no âmbito do estudo da Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente (representada pela primeira vez em 1523, no Convento de Tomar), as alunas Catarina Gomes, Joana Pacheco e Marlene Ferreira, do 10.º C, apresentaram ao resto da turma, em teatro de fantoches, a cena do segundo casamento da protagonista. A fotografia que acompanha esta entrada mostra, da esquerda para a direita, as personagens intervenientes, a saber, Lianor Vaz, Pero Marquez e a própria Ines Pereira (de acordo com a grafia da época). Reproduz­‑se, a seguir, um excerto da referida cena.

 

Ines

Não lhe quero mais saber;

Já me quero contentar.

 

Lianor

Ora dae-me essas mãos ca:

Sabeis as palavras? Si!

 

Pero

Ensinárão-m’as a mi,

Porém esquecem-me ja.

 

Lianor

Ora dizei como digo.

 

Pero

E tendes vós aqui trigo

Pera nos geitar por riba?

publicado por escoladeescritores às 10:32

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