Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

24
Fev 10

 

 

Para concluirmos a primeira fase de revisitação do lirismo medieval, apresentamos hoje uma composição escrita pela Joana Pacheco, aluna de Literatura Portuguesa, do 10.º C.

 

Cantiga de Amor

 

Vivo eu por ti coitado,

com grande sofrimento,

de noite fico acordado

com vós no pensamento.

 

Vós sois de grande prez,

sois velida e delgada,

por vós dava meus pés,

só queria minha amada.

 

Vivo assim tão louco,

tão louco de paixão,

o meu coração fica mouco

quando passas na procissão.

 

Se um dia me amares,

aqui eu estarei;

para sozinha nunca andares,

comprarei uma carruagem à rei.

 

Para sempre eu te amarei,

e nunca mal te farei.

publicado por escoladeescritores às 10:44

11
Fev 10

 

A revisitação do lirismo medieval prossegue hoje com a contribuição da Catarina Gomes, do 10.º C, autora do belo poema que a seguir apresentamos.

 

Cantiga de Amor

 

Tenho saudade vossa, minha senhora,

Vós sois bela, formosa e de corpo delgado;

Não vos posso negar agora

Que por vós tenho chorado.

 

Espero que percebais

O louvor que vos tenho tido.

A ninguém o digo, nem a meus pais,

Mas por vós tenho sofrido.

 

Não me deixeis enlouquecer,

De todas, sois a melhor.

Por favor, deixai-me ver-vos

Ou, senão, de amor vou morrer.

 

A minha senhora, foi Deus que a quis fazer.

Se não a vir, não posso viver.

publicado por escoladeescritores às 18:50

10
Fev 10

 

A composição lírica que hoje publicamos foi escrita pela Marlene Ferreira, do 10.º C.

 

Cantiga de amor

 
 
Meu amor, vós sois comprometida,

Mas nunca de vós hei-de desistir.

Hás-de ser minha pra toda a vida,

Mesmo que aquele impedir.

 

Sodes fremosa, minha deusa,

Não sei por onde começar,

Tudo em senhor é belo,

Tudo me enche o olhar.

 
 
Vossos olhos me iluminam,

Meu andar, meu caminhar.

Cabelos vossos, como seda,

Fazem meus olhos brilhar.

 
 
Avistei-vos em alto mar

Enquanto pescava meu peixinho,

Vosso chapéu esvoaçou,

Apanhei-o com todo o jeitinho.

 
 
Ah! Como me lembro,

Vossos olhos castanhos

Luziram minha fronte,

Mas continuei a pescar minha fonte.

 
 
Fiquei a pensar como seria conhecer-vos,

Fiquei a ouvir as ondas do mar,

Fiquei a recordar-vos,

Fiquei a sonhar.

 
 
Apressei-me depois a descobrir-vos

Quando me disseram, com cara feia,

Que éreis mulher casada.

Fiquei amargo, fiquei a contemplar-vos.

Como seria possível encontrar finalmente minha sereia?

 
 
Não durmo em vós a pensar,

Muito embora acheis que não,

Vou p’rá janela, vou admirar

O mar, o areal, e sentir a emoção.

 
 
Decidi então

Fazer-vos esta história,

Mais depressa percebi

Que sois minha inspiração,

Glória!

publicado por escoladeescritores às 11:30

03
Fev 10

 

A cantiga de amor que hoje se publica é da autoria da Rosária Rocha, do 10.º C.

 

Cantiga de amor

 

Mha senhor fremosa

ca me fazedes sofrer,

pois non queredes entender,

Vós, que sois tan poderosa,

    meu secreto amor

    que tanto me traz dor!

 

Caiu na tentação e pecou

meu pobre coraçon enganado

por tanto ter desejado

alguém que nunca o chamou!

    Meu secreto amor

    que tanto me traz dor!

 

Non me quiseste escolher,

Castigai-me então Deus

por estes erros meus.

Será pecado meu esconder

    meu secreto amor

    que tanto me traz dor?

publicado por escoladeescritores às 11:40

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