Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

27
Jan 10

 

Dando continuidade à nossa série temática dedicada à poesia medieval, editamos hoje a composição lírica da Joana Nunes, do 10.º C.

 

Cantiga de amor

 

Meu amor, minha amada,

até cantei para não sofrer,

derramei lágrimas

para não te perder.

 

Minha dona do meu coração,

prefiro morrer a não te ter;

se me deres o teu perdão,

deixarei de sofrer.

 

Eu vivo esta coitada vida

na esperança de um perdão,

quero a tua alma querida

para a minha salvação.

 

Fico perdido nesta ilusão,

na esperança de te ter,

para que possas reter

o amor do meu coração.

 

És a dona do meu coração,  

já não vivo sem te ver,

és uma ilusão

que eu não quero perder.

publicado por escoladeescritores às 10:35

25
Jan 10

 

Apresentamos hoje a poesia escrita pela Marta Pinto, do 10.º C, segundo o modelo da lírica medieval.

 

Cantiga de amor

 

Senhor, eu vivo a triste

Vida, por amar e não ser amado.

Em todo o lugar que passeio a mha Senhor vejo.

Tende dó de mim, por favor, enquanto tenho fé.

Dói-me saber que não vos posso ter.

Ver a mha Senhor é o meu mor prazer.

Nunca Deus fez ninguém igual a vós.

Quando me deito, só me lembro dos vossos olhos.

 

Ai, como sofro pelo amor!

Se não ficar convosco, morro coitado.

Olhai para mim, nem que seja por pena ou dor.

Fui destinado a sofrer pela mha Senhor.

publicado por escoladeescritores às 16:12

18
Jan 10

 

Para iniciar a publicação de poemas escritos a partir das cantigas medievais, divulgamos hoje o texto da Elisabete Silva, do 10.º C.

 

Cantiga de Amor

 

É nas ondas do teu corpo,

É no silêncio do teu olhar

Que nos dias da minha vida

Tu me fazes viajar.

Amor, dá-me a mão,

Vamos fugir e nunca mais voltar.

 

Olho nos teus olhos e fico a pensar,

Neles eu me entrego,

Só tu fazes lágrimas derramar,

Já não consigo sossegar.

Amor, dá-me a mão,

Vamos fugir e nunca mais voltar.

 

Vejo a tua sombra desvanecer,

Talvez já seja tarde…

Mas de que vale viver

Sem te poder ter?

Amor, dá-me a mão,

Vamos fugir e nunca mais voltar.

 

Tenho um minuto para te encontrar

Pois a vida é curta, não posso parar,

Tenho já que me declarar.

Só assim este sofrimento irá acabar.

Amor, dá-me a mão,

Vamos fugir e nunca mais voltar.

 

Minha sereia do mar,

Traz as tuas ondas até mim,

Diz-me o que significa amar

E o nosso amor não terá fim.

Amor, dá-me a mão,

Vamos fugir e nunca mais voltar.

 

 

Estejas onde estiveres,

Levar­‑te­‑ei sempre no coração,

Não olharei para mais mulheres,

Recordar­‑te­‑ei com emoção.

Amor dá-me a mão,

Vamos fugir e nunca mais voltar.

publicado por escoladeescritores às 17:44

13
Jan 10

 

Iniciamos hoje uma série de entradas em que revisitaremos a poesia medieval através do trabalho de reescrita desenvolvido por alunas de Literatura Portuguesa. A partir do modelo das cantigas de amor (em que o trovador compunha o maior dos elogios à sua amada) ou das cantigas de escárnio e de maldizer (que serviam para satirizar ou criticar abertamente costumes ou pessoas da época), estas alunas escreveram os seus próprios textos, de carácter amoroso ou satírico, alguns mais próximos do modelo medieval, outros mais devedores da posterior tradição poética.

Para começar, publicamos uma célebre cantiga de amor da autoria de D. Dinis, constante no Cancioneiro da Vaticana com o número 119 e no Cancioneiro da Biblioteca Nacional com o número 481.

 

Que soidade de mha senhor ei,

quando me nembra d’ela qual a vi

e que me nembra que bem a oí

falar, e, por quant ben d’ela sei,

rogu’eu a Deus, que end’ á o poder,

que mha leixe, se lhi prouguer, ver

 

Cedo, ca, pero mi nunca fez ben,

se a non vir, non me posso guardar

d’enssandecer ou morrer con pesar,

e, por que ela tod’ end’ poder ten,

rogu’eu a Deus, que end’ á o poder,

que mha leixe, se lhi prouguer, ver

 

Cedo, ca tal fez Nostro Senhor:

de quantas outras [e]no mundo son

non lhi fez par, a la minha fé, non,

e, poi-la fez das melhores melhor,

rogu’eu a Deus, que end’ á o poder,

que mha leixe, se lhi prouguer, ver

 

Cedo, ca tal a quis[o] Deus fazer

que, se a non vir, non posso viver.

publicado por escoladeescritores às 11:07

06
Jan 10

 

Escolhi este poema, entre outros que escrevi, pelo facto de estar relacionado com os amigos. Permite que as pessoas que não têm amigos saibam o que perdem quando não têm alguém em quem possam confiar; serve para mostrar como os amigos são importantes para toda a gente. Quem não os tem é uma pessoa infeliz, uma pessoa só.

 

Os amigos

 

Os amigos são alguém especial para nós

Amigo não se pede, não se compra, nem se vende,

Amigo, a gente sente!

Amigo é aquela pessoa especial em quem confiamos,

Amigo dá sempre bons conselhos,

O amigo não se questiona, nem se rende,

Amigo, a gente entende.

Ter amigos é a melhor coisa do mundo.

Amigo é aquele que diz sempre a verdade

Mesmo que a verdade nos magoe.

Amigo não fala por trás,

Amigo está sempre pronto para nos ajudar

Nas coisas boas e más….

Ter amigos é a melhor cumplicidade que alguém pode ter.

Benditas sejam as pessoas que têm amigos verdadeiros…

O amigo é sempre a direcção que a gente segue,

Amigo não tem hora para consolar,

Amigo é a toda a hora…

Amigo é aquele que nos entrega o ombro para podermos chorar…

É muito bom ter amigos verdadeiros,

Uma pessoa em quem podemos confiar.

 

[Joana Nunes, n.º 14 do 10.º C]

publicado por escoladeescritores às 11:05

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