Bem-vindos. Neste blogue, têm lugar textos da autoria de membros da comunidade educativa da Escola Secundária de Vilela e apontamentos diversos sobre livros e literatura.

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Mar 10

 

Para darmos continuidade à publicação dos trabalhos de reescrita do lirismo medieval, abordaremos, a partir de hoje, o género satírico. Para o efeito, damos a conhecer uma cantiga de escárnio de Joan Garcia de Guilhade (inserida no Cancioneiro da Vaticana com o número 1097 e no Cancioneiro da Biblioteca Nacional com o número 1486), parodiando uma mulher que se teria queixado de não ser elogiada pelo poeta. Em resposta, o autor trata­‑a por feia (fea), velha e louca (sandia).

Nas próximas entradas, divulgaremos composições satíricas redigidas por alunas de Literatura Portuguesa da nossa escola.

 

Ai, dona fea, fostes-vos queixar

que vos nunca louv’en [o] meu cantar;

mais ora quero fazer um cantar

en que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, se Deus mi perdon,

pois avedes [a] tan gran coraçon

que vos eu loe, en esta razon,

vos quero já loar toda via;

e vedes qual será a loaçon:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, nunca vos eu loei

en meu trobar, pero muito trobei;

mais ora já un bom cantar farei,

en que vos loarei toda via;

e dir-vos-ei como vos loarei:

dona fea, velha e sandia!

publicado por escoladeescritores às 18:30

comentário:
ola a BeTa o teu poema esta fixerrrrrrimo...
bjs
mArTa PiNtO a 19 de Abril de 2010 às 16:33

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