
Hoje publicamos a contribuição da Joana Freire, do 11.º D, para o desenvolvimento do soneto como forma poética viva na língua portuguesa. Trata‑se de um texto que reactiva esse tópico tão frequentemente reiterado do sofrimento amoroso.
Só quero para longe correr!
A dor aperta até doer
Na alma, no corpo…
É como se estivesse morto.
Estou já cansado de lutar,
Mas da dor me quero libertar,
Deste peso no coração,
Destas lágrimas de paixão.
Estou a sofrer por amor,
Foste tu a causadora
Do meu ardor interior.
Com esses olhos me cativaste!
Com esses lábios me chamaste!
Foste tu que me mataste!